terça-feira, 6 de abril de 2010

Literatura: "Eu mato" - Giorgio Faletti.

“O homem é um e nenhum. Há anos carrega a cara grudada na cabeça e a sombra presa aos pés e ainda não conseguiu descobrir qual das duas pesa mais.” O inusitado assassino de “Eu mato", do italiano Giorgio Faletti, é um homem perturbado, melodramático e preso a antigas feridas que não saram. Na sua lógica perturbadora e incompreensível, ele tem a morte e a música como suas únicas saídas, únicas formas de aplacar seu sofrimento. Assim, o assassino que se auto-intitula “Ninguém” mata e desfigura os rostos de suas vítimas, deixando, sempre antes dos ataques, enigmas na forma de músicas enviadas para um programa de Rádio.


Astuto, dono de uma inteligência bem acima da média, Ninguém tece sua trama de forma soberba, confundindo e brincando com os investigadores, que pela escassez de vestígios, ficam correndo atrás de sombras, de detalhes.


Uma trama inteligente, recheada de personagens originais, apresentados de forma nua e crua, cada qual com os seus demônios à mostra. A habilidade de Faletti para traçar perfis psicológicos constrange em certos pontos de tão realista e bem feita, são indivíduos traumatizados em diversos níveis e aspectos, e as conseqüências desses traumas são expostas na história de forma magistral. Um livro sobre a loucura, a perversidade e o mal, e que ainda assim, deu espaço para o amor, a amizade, a confiança... O autor leva a velha luta entre o bem e o mal a um novo patamar, leva à luta interna, pessoal, onde os personagens estão minuto a minuto tentando anular suas próprias abominações.



Giorgio Faletti nasceu em Novembro de 1950, no Piemont. Além de escritor, é comediante, compositor, cantor e tem formação em Direito. "Eu mato" foi o seu primeiro romance, publicado em 2002 e vendeu 4 milhões de exemplares na Itália. Em seguida publicou outros Romances, entre eles: "Niente di vero tranne gli occhi", "Fuori da un eviedente destino" e Pochi Inutili nascondigli", todos eles presentes na lista dos mais vendidos.

8 opiniões sobre isso...:

Luana Farias disse...

Oii pq não tem loyote de seguidores? coloca?

bjs

Vanessa Dantas disse...

Não li, mas pelo que vc me disse deve ser realmente bom. Deve ser ótimo o modo como ele coloca a musica em sua vida. Pelas poucas linhas que vc me mostrou, deu pra ver que é realmente importante.

Nem dá pra comentar muito quando eu não leio/vejo/entendo.

Então... Vai um comentário curtinho.

Beijos

Fabricante de Sonhos disse...

Nossa, amigo!
Valeu a dica... Me deu vontade de ler!
Amo as artes e este me parece um bom livro!

Saudades de vc, hein!

Te convido para conhecer meu blog novo!

Beijos nesse coração bonito!

Milla Borges

www.millaborges.com/blog
www.twitter.com/millaborges

Kamilla Barcelos disse...

Nunca li, e nem sequer conhecia o escritor. Mas gostei muito da sua resenha e me interessei pelo livro. A história parece ser bem interessante.

Nah disse...

Deu vontade de ler!! DEve ser um livro maravilhoso!

*bjoO!
=]

Anônimo disse...

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Anônimo disse...

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Mary Azevedo disse...

Sou apaixonada pela capa desse livro, logo tenho vontade de compra-lo. Mas ainda não tinha lido nenhuma opinião sobre a história, e parece bem interessante, assim como toda história de assassinatos, quando bem contada, o é.
Continua firme na minha lista de compras.

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