![]() |
| Créditos da imagem: Galeria de Carola Amtmann. |
Enquanto isso, eu e você ficamos ansiosamente aguardando o próximo passo, tentando nos manter constantemente atualizados de uma forma que só a internet é capaz. Ninguém pediu nossa opinião a respeito, mas as mudanças chegaram, e continuam chegando e de nossa parte a única contribuição é se adaptar, seguir em frente. É um fato, e eu não o estou questionando, apenas estabelecendo os motivos dessa postagem. A tecnologia veio e veio pra ficar, nossa adaptação, mais do que necessária, é óbvio e a única solução. Só que apesar de tudo às vezes me assusto com a velocidade em que o novo se torna ultrapassado. Um piscar de olhos.
Um celular comprado ontem, hoje se desgasta. Já tem algo mais moderno no mercado, mais caro e com uma infinidade de vantagens desvantajosas que você na verdade nem precisa. Estamos com freqüência comprando produtos que já vêm com o prazo de validade vencido, porque embora tire foto, filme, baixe música e as reproduza, acesse a internet, tenha SMS, Bluetooth (e ainda complete as chamadas), o antigo não faz a barba*, por exemplo, mas o novo faz. O ilimitado me assusta, essa dependência tecnológica não qual vivo, e na qual acredito que você viva também.
O limite morreu. Agora são apenas as possibilidades. Todas as possibilidades. Desde a internet as coisas se expandiram para além dos olhos. Agora é possível. Mesmo que muitas vezes apenas de forma virtual, é possível. A internet é um poder onde as regras não regem, não há nenhuma padronização, acentuando essas tonalidades do invencível. Essa falta de regras prende, distorce a liberdade.
Eu estou totalmente inserido na rede, preso. Se o discador não funciona há toda uma comoção. Tenho Orkut, MSN, Skoob, e mais recentemente embarquei no Twitter, mesmo que esteja com extrema dificuldade em me adaptar a esse último; poucos caracteres que limitam, me limitam demais, já me acho bastante limitado pela natureza do meu ser e do meu estar. Embora haja sempre a possibilidade de continuar um mesmo assunto por diversos tweets, penso que isso descaracteriza a mídia. Estou constantemente diante de uma encruzilhada (drama). Ou seja, ou o limite não existe ou se apresenta em excesso, tá difícil encontrar um equilíbrio tecnológico.
No fim das contas, minha grande preocupação são os robôs.
Meu professor diz que estou estudando para ser jornalista, e o jornalista com tecnologia ou não, sempre terá campo de trabalho, trabalhamos com a informação; no papel ou na tela de um computador. Acho bonito e reconfortante, mas mesmo assim me preocupo. Semana passada, li a respeito de um robô em Tóquio. Até aí tudo bem. Mas esse não é um robô qualquer, é um robô em Tóquio que entrevista, tira fotos, pesquisa e publica matérias online. Um robô-repórter. Não gosto de robôs; tenho medo de robôs, quero que os robôs explodam. Se robôs entrevistam, daqui a pouco, eles pensam. E daí, estaremos a um passo do caos.
Gosto do moderno. Do novo. Das facilidades, de ter as coisas ao alcance da mão. E mesmo que não gostasse não haveria mais nenhuma possibilidade de se voltar atrás. O novo já chegou e não precisa da minha permissão. Só escrevo porque tenho vontade de pensar a respeito às vezes, sinto a necessidade de contar para alguém: que dá medo.
*Sentença inventada, sem nenhum embasamento científico.




24 opiniões sobre isso...:
Verdade. Quem não acompanha a tecnologia, fica pra trás. E não é todo mundo que tem paciencia pra lutar com os atrasadinhos.
Tem umas coisas que vc fica se perguntando 'pra que diabos fizeram isso?' É algo que é 'util', mas vc passaria bem sem. Claro que tem coisas que realmente te ajudam muito, mas tem muita inutilidade.
Tenho Orkut, MSN, Skoob, skype, conta do blog... Acho muita coisa. Ainda não consegui juntar forças pra criar uma conta no twitter. Farei quando não tiver mais escolha. Provavelmente.
Robôs com toda certeza me lembram A.I. É triste. Muito triste.
Eu gosto do que é novo, mas ainda gosto de dar uma fuçadinha nas minhas velharias. Não foi citado aqui, mas direi... Adoro ouvir meus vinis. Gosto de estar viva na tecnologia e não me deixar esquecer algumas coisas do que já está ultrapassado.
Adorei o post. Animei pra falar aqui.. quase não paro. ahusihauahsa
Beijos.
' Gosto da simplicidade que encontrei aqui..
Simplicidade que apresenta complexidade..
Estes textos são reflexivos e críticos, e o melhor não defendem nem acusam nada..simplesmente são o que são.!
' Aprecio quando encontro palavras que formam textos assim.
Abraço
.D
Gostei muito daqui também, já te sigo. Graças ao novo ( internet) encontrei você com tantas ideias ótimas pra compartilhar. Olha que moro no Rio de Janeiro!
Engraçado, antes de ver sua visita ao meu blog, eu tinha acabado de copiar uma foto lindo de elefantes. Vou postar no meu blog de presente pra você.
Beijos
Denise
Nossa lendo o texto voltei nos meus tempos de técnica em eletrônica, desmontar e montar, acompanhar as tecnologias.
Obrigada por proporcionar uma pequena viagem...
Adoro a simplicidade que escreve.
voltarei, sei que ando meio sumida.. mas é tempo que nos falta.
abraços
cuide-se
Kra concordo com tudo q foi dito, eu prefiro ás coisas simples sei lá não consigo me adaptar me acostumar com algumas tecnologias q aparecem por aí com isso ás coisas que se dizem ultrapassadas se tornam melhores.
Belo texto, como sempre.:D
Ah, acho que a simplicidade tem seu valor, mas sou feliz no mundo contemporâneo.
Nada como ir pro sítio. Claro que tem que ter tv, celular, internet...
Interessante. Realmente.
Robôs também me deixam, de certa maneira, com o pé atrás. hehe
Mas, ao mesmo tempo, penso em como seria bom ter um pra arrumar a casa, fazer comida, ir no supermercado etc etc hehe
Quanto às redes sociais, creio que eu esteja conectado demais.
Sério. Quando não estou online, me sinto mal por querer me conectar e quando estou online, fico preocupado por pensar que deveria estar fazendo outra coisa.
Twitter encaixou-se bem em minha rotina. Meus pensamentos desconexos vão todos pra lá. E depois, se houver tempo/necessidade aqueles recados de 140 caracteres até se tornam posts no blog mais tarde... hehe
É.. boa sorte pra nós nesse admirável mundo novo e cada vez mais moderno.. hehe
Abraços!
Valeu pelas visitas!!
Ivan Ryuji
http://blogdoryuji.blogspot.com/
O mais engraçado de tudo é que acabei lendo esse teu texto enquanto ouvia Don't Let's Start, do They Might Be Giants.
E tem um trecho em especial que me parece combinar com o teu texto: "Ninguém no mundo consegue o que quer sempre, e isso é lindo! Todos morrem frustrados e tristes, e isso é lindo!".
Aí é onde mora o meu medo: não, não ão os robôs que me assustam. Horrível vai ser quando descobrirem a fórmula de se viver pra sempre, isso sim. Depois disso, meu filho, vai ser tecnologia e absurdo morro abaixo.
Há muito vivemos no caos, mesmo antes de nascermos. Robôs nunca irão pensar a não ser que seja algo posto no sistema deles, o que será algo limitado. Homem, só nós somos pensantes e complicados. Que tecnologia saco. Sinto falta de muita coisa. A busca pelo avanço, pode ter certeza absoluta, não é pra melhoria de vida de nós pobres mortais. É apenas uma amostra de quem pode ser maior que o outro, digo isso numa visão individualista ou mesmo de uma nação. Interesses/poder. Só isso.
A minha vida está inteiramente na internet. Se eu fosse rica e tal, seria a isca perfeita para sequestradores. Tenho blog, orkut, twitter, skoob, filmow, orangotag...
Não gosto de robôs tb, me passam medo pensar que eles podem nos substituir.
Vou te seguir no twitter e no skoob, tudo bem?
Obrigada, Ramon :) Teu comentário me fez sorrir num momento de cansaço e tristeza quase extremos.
... três elefantes incomodam incomodam incomodam muito mais (...) :D
Só te falta o Facebook! Mas depois era capaz de ser demais..
Gostei, vou continuar a visitar ;)
obrigada :)
cara, adorei seu Blog. Quanto a leitura, acho que até que colocarem cola em meus olhos, continuarei lendo.
Um abraço.
Esse avanço tecnológico não é de hoje, ele sempre exitiu. A diferença é a velocidade: antes queríamos prever o que faríamos daqui 30 anos; hoje mal conseguimos imaginar a modernidade três anos a frente.
Sobre o jornalismo, por mais que robôs entrevistem, escrevam (digitem?), elaborem textos, eles nunca poderão ter um senso de opinião e crítica e, eu acho, que esse é o caminho que os jornalistas precisam seguir.
Ótimo texto.
Beijos.
Éééé esse mundo "muderno".
Sabe qual é meu medo? Que a gente acabe atrofiado... É sabe... Daqui a pouco, tudo virá até nós, tudo sempre e cada vez mais ao nosso alcance até não presisarmos mais nos mover para nada...
Facilita a vida, essas novas tecnologias, mas sem hipocrisia? Tenho um certo medinho, apesar de gostar de todos os benefícios proporcionados pelas NOVIDADES!!!
Aiiii amigo!
É muito bom estra aqui de novo!
Êêêêêê!!!!
Beijos, e ótima quarta pra vc!
Ah! te aguardo no www.millaborges.com/blog
This will astonish you!
It`s in the interest of as all!
ZEITGEIST: ADDENDUM
Money as debt
Technological breakthrough
HydrogenCar
Electrolyzed water
Soladey eco
Bio washball
Solar Air Conditioning
AMAZING!!
OZONATED WATER: CURE ANYTHING!
http://www.stoptherobbery.com/
Projecto Alexandra Solnado
Conversations with God website
Conversations with God
Zero Point Energy Wand
Project Camelot
Monatomic Gold
Dangerous to your health!
EXITOTOXINS
Monosodium glutamate (MSG)
Aluninum
Aspartame
Mercury
IMPORTANT TO WATCH
Flouride in water
Flouride Alert
Osmosis
Housetron
Dentro do moderno há lugar para o contemporãneo e para aquilo que já passou tb.
Abração.
Não curto muito tecnologia e confesso que manter o mesmo celular por mais de um ano tem sido uma luta.
"Cibernética na prática e no papel deixa os seres online e ganham IBOPE
Com Word tem Palm e laptop e ainda mais PowerPoint e Excel
É possível quem mora em Israel pelo Messenger teclar com a Bahia
Se os autômatos ganharem rebeldia tenho medo que a máquina nos delete
O planeta movido a internet é escravo da tecnologia"
(Planeta movido a internet, Os Nonatos).
~.~
Bom texto doutor, realmente a tecnologia assusta.
Até mais.
Sei que tecnologia é importante, mas sabe o que penso de td isso?]Penso que o homem está cada vez mais sozinho e que, cada dia inventa uma máquina, uma coisa q possa dominar e tentar se sentir menos vazio...
Acho que estamos esquecendo do vento, da natureza, do próximo.
Tá difícil...
Abraço.
Estou no www.anaconfabulando.blogspot.com, visite-me, ah e te sigo também no twitter!
Muito bom o seu blog! Estou começando agora, se vc puder entrar e comentar agradeço. Poderiamos indicar o blog um do outro.
http://oultimogole.wordpress.com/
Ritmo tirano em que estamos inseridos,que está perfeitamente baseado no agora. Governados de tal maneira pela pressão e velocidade das coisas, somos forçados a tomar decisões sérias em um curto espaço de tempo. Essa transferência do imediatismo para as relações pessoais é um problema.Nada de aprofundar-se. Nada de conhecimento, superficialidade é a palavra. E eu não quero sobreviver assim, prefiro desenvolver outras práticas.
Texto ótimo o seu, desculpa a empolgação.
bjooos.
Gosto de como você escreve, e assim se expressa. Gosto, gosto muito. E, pois é, mudanças chegam, em qualquer área (ou quase). Sejam bem-vindas ou não.
Postar um comentário